quinta-feira, 18 de junho de 2009

PROFISSÃO JORNALISMO

“A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirmou que o diploma permitiu a qualificação da atividade. “Acaba a valorização do mérito pessoal de se procurar escola de jornalismo e substitui-se pela vontade do patrão, que vai decidir com base num 'talentômetro' quem pode, ou não, ser jornalista”, ressaltou o presidente da entidade, Sérgio Murillo.//A Associação Nacional dos Jornais anunciou que continuará a exigir diploma. Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, afirmou que jornalistas serão prejudicados em concursos.
“Teremos que concorrer em Nível Médio”, comentou.”.Pouco tempo ainda acrescentou_"Apesar de ter votado contra a exigência do diploma, o presidente do STF reconheceu que é inegável que frequentar um curso superior com disciplinas técnicas sobre redação e edição, ética e teoria da comunicação pode dar ao profissional uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo.
"E essa é uma razão importante para afastar qualquer suposição no sentido de que os cursos de graduação em jornalismo serão desnecessários após a declaração de não-recepção do art. 4º, inciso V, do decreto-lei nº 972/1969 (que estabelecia a obrigatoriedade do diploma)", afirmou.Ele sinalizou que o diploma também não deveria ser obrigatório para exercer outras profissões.
“Reitor da PUC é favorável à decisão.O padre Jesus Hortal, reitor da PUC-RJ, gostou da iniciativa do STF. Segundo ele, a exigência do diploma exclui as pessoas que possuem talento de escrever, mas não conseguem cursar uma universidade.
Outro parecer relevante:os ministros Eros Grau e Ricardo Lewandowski também chegaram a dar declarações “simpáticas” à decisão dos colegas. Os dois declararam publicamente que o exercício da profissão de jornalista não deveria estar atrelado a diploma específico de graduação, porque, na avaliação deles, não dependeria de conhecimentos específicos.

           
 Mas, diante de tanta polêmica, vamos por partes.Primeiro, lei é lei e deve ser respeitada.Como cidadão temos direitos e deveres, logo, é crime o não cumprimento da mesma, isto é, descriminar incorre como crime.Segundo não há desvalorização do profissional, pois aquele que deseja ser bom em algo procura sempre estar em dia com o conhecimento pertinente a sua área. A descriminação quanto a seleção, é crime.Todos nós nascemos com o direito de livre expressão, de emitir opiniões!Alguns de forma melhor que outros. Jornalismo é informação e cultura.Não há porque se dimimnuir ou achar-se diminuido por concorrer em nível médio, mas com quem sabe menos ou mais que nós.Pensemos juntos o seguinte:_De que vale um diploma a alguém desprovido de talento para o exercício jornalistico além, é claro, da execução pobre, medíocre de uma profissão que exige bem mais que técnicas?A profissão de jornalista, exige conhecimento amplo que uma faculdade não pode fornecer, apenas o interessado pode procurar e se embasar da melhor forma possível em todo este universo que se metamorfosea a cada instante. Fluência verbal, jogo de cintura, perpicácia...tudo isto e fundamental ao bom profissional e algo mais.A teoria alicerça a prática, e esta reformula a teoria conforme o talento daquele que a exerce.Não se pode negligenciar, óbvio, a necessidade de se aperfeiçoar com novas metodologias e tecnologias disponíveis, o aprendizado constante do próprio idioma que esta sendo deixado de lado e envergonhado pelos seus praticantes, mesmo os ditos profissionais.Esta lei não desmerece os recém-formados ou os que se formaram tempos atrás, mas torna a profissão mais exigente, seletiva, em busca daquele que possui este 'algo a mais', além de uma teoria que se deteriora se não buscada a atualização.
Os primeiros profissionais de jornalismo, aqueles que nos antecederam, não tinham a certificação universitária, porém, poucos formados atualmente chegam a alcançar o gabarito, a excelência destes que nos precederam(Repórter Hamilton Almeida Filho, um dos repórteres mais completos, lúcidos e brilhantes ganhar, aos 17 anos, seu primeiro Prêmio Esso de Jornalismo.Que tinha perspicácia tanto em escalar a equipe de repórteres para apurar algum assunto, quanto na hora de “vestir” (forma de escrever e editar uma reportagem) segundo seus contemporâneos.  Destacava-se também como pauteiro, que não existe mais, porém, deveria. ;Ministro Hélio Costa,iniciou sua carreira como radialista em Barbacena, logo mudando-se paraBelo Horizonte onde trabalhou na Rádio Itatiaia. Posteriormente foi repórter dos jornaisEstado de Minas eDiário da tarde  e apresentador daTV Itacolomi  então afiliada daRede Tupi.Depois muda-se paraWashinghton para trabalha na rádio internacional Voz da América. Lá, foi convidado para implantar a sucursal internacional da Rede Globo nosEstados Unidos. Como repórter internacional esteve em 73 países e cobriu os conflitos em El Salvador, Nicarágua e no Oriente Médio. ;Começou sua carreira em 1970 como repórter do extinto jornal "Diário de Notícias". Também nosanos 70, iniciou sua carreira como colunista, colaborando com a equipe deIbrahim Sued, que também não era jornalista de formação. Em 1983 foi para o jornalO Globo. Em 1987 ocupou por seis meses a secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Após o período voltou para O Globo. Após a demissão, assumiu a "Coluna Boechat" no Jornal do Brasil.Na televisão, se destaca pela apresentação doJornal da Band, e antes disso foi diretor de jornalismo daTV Bandeirantesdo Rio de Janeiro. Também passou pelo SBT carioca.Em 2006 passou a assinar uma coluna diária no jornalO Dia, noRio de Janeiro.Também trabalha na rádioBandeirantes FM, onde ancora um jornal matutino diário.Escreve semanalmente uma coluna com seu nome na revistaIsto É;Boris Casoy. Iniciou a vida profissional aos quinze anos, em 1956, trabalhando como narrador esportivo numa emissora de rádio e também como locutor na Rádio Eldorado. Em 1968, foi nomeado Secretário de Imprensa de Herbert Levy, Secretário de Agricultura do governoAbreu Sodré, emSão Paulo, permanecendo no cargo em 1969 com a mudança do titular da pasta.Em 1970, foi assessor de imprensa deLuis Fernando Cirne Lima, Ministro da Agricultura,  do governo Médici.Em1971 e 1972, foi secretário de imprensa do prefeito de São Paulo,José carlos Figueiredo Ferraz. Em1974, ingressou naFolha de São Paulo, seu primeiro trabalho em jornal, onde foi editor de política e, apenas três meses depois, chegou a editor-chefe. Permaneceu no jornal até junho de 1976, quando saiu para dirigir a Escola de Comunicação e o setor cultural da FAAP. Retornou ao mesmo jornal em 1977, onde passou a escrever uma coluna sobre os bastidores políticos denominada "Painel". Em setembro, tornou-se o editor responsável pelo jornal, aos 36 anos, ficando no cargo até 1984, quando voltou a ser responsável pela coluna "Painel".O período de Bóris como editor-chefe e diretor de redação foi marcado por grandes transformações no jornal, que consolidou a sua liderança dentro da imprensa brasileira e onde chegou a ser o colunista chefe da coluna Painel, uma das mais lidas do periódico.Sua carreira televisiva início em 1961, quando atuou como repórter do programa Mosaico na TV, naTV Tupi, então o canal 4 de São Paulo, mais antigo programa ininterrupto da TV brasileira, segundo o Guiness Book, e ainda com o mesmo produtor (Francisco Gotthilf).Em 1988, Bóris voltou para a TV, peloSistema Brasileiro Televisão (SBT), em1988, para apresentar o TJ Brasil, lá ficando até 1997, onde formou parcerias com as jornalistasLilian Witte Fibe esalete Lemos. Depois, foi contratado pelaRede record, onde trabalhou durante oito anos, apresentando o Jornal da Record até dezembro de 2005.Bóris chegou a trabalhar na TV JB, apresentando o Telejornal do Brasil, de segunda a sexta-feira, sempre às 22 horas, mas a TV JB saiu do ar em 17 de setembro de 2007.Em 2008 foi para a Rede Bandeirantes e hoje é o âncora do Jornal da Noite.Em 2008, Casoy foi contratado pelaRede bandeirantes onde apresenta, desde 14 de abril, o Jornal da Noite. Também recebeu a incumbência de comandar a cobertura das Eleições Municipais 2008 pelo canal da família Saad, tendo inclusive sido o âncora do primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado em 31/072008. Atualmente, também é apresentador BandNews FM.).Grandes e incomparáveis profissionais!
       
Exercer uma profissão é muito mais que diplomar-se, porque há diplomas e diplomas, como há alunos e alunos...Não é 'talentômetro', mas talento para que haja real beleza no exercício dessa liberdade de descobrir, desvendar , descortinar,conhecer e divulgar o mundo através da escrita, das palavras com a magnitude necessária que esta nobre profissão exige.
         Não há o que temer, mas sim, o que comemorar.

OBS:*“Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic… “(UNIBRAJ-União Brasileira de Jornalistas)
      *"Jornalista:Dar voz a quem não tem voz."

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